O virus H1N1 responsável pela Gripe A está já em 81 paises, tendo provocado mortes em 16 deles.
Para uma melhor percepção de como a gripe A se espalhou pelo mundo e uma actualização constante baseada nos dados da Organização Mundial de Saúde clique aqui.
Sexta-feira, 17 de Julho de 2009
Segunda-feira, 13 de Julho de 2009
Segunda-feira, 6 de Julho de 2009
Quinta-feira, 2 de Julho de 2009
Sexta-feira, 26 de Junho de 2009
verdadeiramente, a arte e um artista o que são?
"billie jean" de michael jackson, ao vivo em nova york, 2001.
Terça-feira, 16 de Junho de 2009
Sexta-feira, 12 de Junho de 2009
the talented and the gifted to the stage
"going to a towns" de rufus wainwright, do álbum release the stars" editado por geffen records em abril de 2007.
Segunda-feira, 8 de Junho de 2009
Quarta-feira, 27 de Maio de 2009
Sexta-feira, 22 de Maio de 2009
Quarta-feira, 20 de Maio de 2009
Sábado, 16 de Maio de 2009
Terça-feira, 12 de Maio de 2009
Sexta-feira, 8 de Maio de 2009
Sábado, 2 de Maio de 2009
20 ANOS DE HISTÓRIA
No dia 2 de Maio de 1989 era editado o álbum de estreia de uma banda de Manchester chamada The Stone Roses.
O álbum com o mesmo nome da banda haveria de tornar-se um dos mais importantes discos de sempre e uma referencia para uma geração, onde me incluo.
Dar um exemplo sobre a importancia deste disco na minha vida, é dizer que ainda hoje me lembro da primeira vez que ouvi "Elephant Stone".
Ter a verdadeira noção do que este disco representa, só mesmo tendo o privilégio de viver a envolvencia onde foi criado e o que significa para as suas gentes.
Tive a oportunidade de ver os The Stone Roses duas vezes em duas semanas, e a chance de ter presenciado história, assistindo no Festival de Reading áquele que foi o concerto que decretou o fim da banda.
Este disco e os The Stone Roses fazem parte da minha da vida e influenciaram-na e continuam a influenciar de forma significtiva.
O álbum com o mesmo nome da banda haveria de tornar-se um dos mais importantes discos de sempre e uma referencia para uma geração, onde me incluo.
Dar um exemplo sobre a importancia deste disco na minha vida, é dizer que ainda hoje me lembro da primeira vez que ouvi "Elephant Stone".
Ter a verdadeira noção do que este disco representa, só mesmo tendo o privilégio de viver a envolvencia onde foi criado e o que significa para as suas gentes.
Tive a oportunidade de ver os The Stone Roses duas vezes em duas semanas, e a chance de ter presenciado história, assistindo no Festival de Reading áquele que foi o concerto que decretou o fim da banda.
Este disco e os The Stone Roses fazem parte da minha da vida e influenciaram-na e continuam a influenciar de forma significtiva.
Segunda-feira, 20 de Abril de 2009
Incrível mesmo, é como um indivíduo e todo um regime, que se compromete publicamente em arrasar Israel e o acusa de racismo, numa cimeira promovida pela UN, que para mais desenvolve um programa nuclear, fazendo em consequências letra morta o acordo de não proliferação de armas nucleares, que o mesmo Estado Iraniano assinou, no âmbito da mesma UN, ainda beneficie por parte de largos sectores internacionais, de uma benevolência política que de todo não merece!
Quarta-feira, 15 de Abril de 2009
the talented and the gifted to the stage
"imaginary places" - por BUS DRIVER editado por Epitaph e ANTI records.
Segunda-feira, 6 de Abril de 2009
RIR SEMPRE
Sábado, 4 de Abril de 2009
NUNCA É DEMAIS RELER
É este o artigo de opinião, publicado no Diário de Notícias a 3 de Março, que levou o Primeiro-Ministro a processar judicialmente o jornalista - e "ministro" deste Governo Sombra - João Miguel Tavares:
José Sócrates, o Cristo da política portuguesa
Ver José Sócrates apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina. A intervenção do secretário-geral do PS na abertura do congresso do passado fim-de-semana, onde se auto-investiu de grande paladino da "decência na nossa vida democrática", ultrapassa todos os limites da cara de pau. A sua licenciatura manhosa, os projectos duvidosos de engenharia na Guarda, o caso Freeport, o apartamento de luxo comprado a metade do preço e o também cada vez mais estranho caso Cova da Beira não fazem necessariamente do primeiro-ministro um homem culpado aos olhos da justiça. Mas convidam a um mínimo de decoro e recato em matérias de moral.
José Sócrates, no entanto, preferiu a fuga para a frente, lançando-se numa diatribe contra directores de jornais e televisões, com o argumento de que "quem escolhe é o povo porque em democracia o povo é quem mais ordena". Detenhamo- -nos um pouco na maravilha deste raciocínio: reparem como nele os planos do exercício do poder e do escrutínio desse exercício são intencionalmente confundidos pelo primeiro-ministro, como se a eleição de um governante servisse para aferir inocências e o voto fornecesse uma inabalável imunidade contra todas as suspeitas. É a tese Fátima Felgueiras e Valentim Loureiro - se o povo vota em mim, que autoridade tem a justiça e a comunicação social para andarem para aí a apontar o dedo? Sócrates escolheu bem os seus amigos.
Partindo invariavelmente da premissa de que todas as notícias negativas que são escritas sobre a sua excelentíssima pessoa não passam de uma campanha negra - feitas as contas, já vamos em cinco: licenciatura, projectos, Freeport, apartamento e Cova da Beira -, José Sócrates foi mais longe: "Não podemos consentir que a democracia se torne o terreno propício para as campanhas negras." Reparem bem: não podemos "consentir". O que pretende então ele fazer para corrigir esse terrível defeito da nossa democracia? Pôr a justiça sob a sua nobre protecção? Acomodar o procurador-geral da República nos aposentos de São Bento? Devolver Pedro Silva Pereira à redacção da TVI?
À medida que se sente mais e mais acossado, José Sócrates está a ultrapassar todos os limites. Numa coisa estamos de acordo: ele tem vergonha da democracia portuguesa por ser "terreno propício para as campanhas negras"; eu tenho vergonha da democracia portuguesa por ter à frente dos seus destinos um homem sem o menor respeito por aquilo que são os pilares essenciais de um regime democrático. Como político e como primeiro-ministro, não faltarão qualidades a José Sócrates. Como democrata, percebe-se agora porque gosta tanto de Hugo Chávez."
José Sócrates, o Cristo da política portuguesa
Ver José Sócrates apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina. A intervenção do secretário-geral do PS na abertura do congresso do passado fim-de-semana, onde se auto-investiu de grande paladino da "decência na nossa vida democrática", ultrapassa todos os limites da cara de pau. A sua licenciatura manhosa, os projectos duvidosos de engenharia na Guarda, o caso Freeport, o apartamento de luxo comprado a metade do preço e o também cada vez mais estranho caso Cova da Beira não fazem necessariamente do primeiro-ministro um homem culpado aos olhos da justiça. Mas convidam a um mínimo de decoro e recato em matérias de moral.
José Sócrates, no entanto, preferiu a fuga para a frente, lançando-se numa diatribe contra directores de jornais e televisões, com o argumento de que "quem escolhe é o povo porque em democracia o povo é quem mais ordena". Detenhamo- -nos um pouco na maravilha deste raciocínio: reparem como nele os planos do exercício do poder e do escrutínio desse exercício são intencionalmente confundidos pelo primeiro-ministro, como se a eleição de um governante servisse para aferir inocências e o voto fornecesse uma inabalável imunidade contra todas as suspeitas. É a tese Fátima Felgueiras e Valentim Loureiro - se o povo vota em mim, que autoridade tem a justiça e a comunicação social para andarem para aí a apontar o dedo? Sócrates escolheu bem os seus amigos.
Partindo invariavelmente da premissa de que todas as notícias negativas que são escritas sobre a sua excelentíssima pessoa não passam de uma campanha negra - feitas as contas, já vamos em cinco: licenciatura, projectos, Freeport, apartamento e Cova da Beira -, José Sócrates foi mais longe: "Não podemos consentir que a democracia se torne o terreno propício para as campanhas negras." Reparem bem: não podemos "consentir". O que pretende então ele fazer para corrigir esse terrível defeito da nossa democracia? Pôr a justiça sob a sua nobre protecção? Acomodar o procurador-geral da República nos aposentos de São Bento? Devolver Pedro Silva Pereira à redacção da TVI?
À medida que se sente mais e mais acossado, José Sócrates está a ultrapassar todos os limites. Numa coisa estamos de acordo: ele tem vergonha da democracia portuguesa por ser "terreno propício para as campanhas negras"; eu tenho vergonha da democracia portuguesa por ter à frente dos seus destinos um homem sem o menor respeito por aquilo que são os pilares essenciais de um regime democrático. Como político e como primeiro-ministro, não faltarão qualidades a José Sócrates. Como democrata, percebe-se agora porque gosta tanto de Hugo Chávez."
Sexta-feira, 27 de Março de 2009
we all should listen to
Não é por Dan Auerbach fazer duas páginas no suplmento de cultura do Público (vulgo Y) que hoje igualmnente aparece no feirafranca. Como frontman dos Black Keys, Dan Auerbach já há anos faz por aqui aparições, seja como sugestão musical de JAM - por onde andas, internauticamente falando? - que os introduziu aos ouvidos dos que por aqui vão dizendo umas balelas, seja como fundo musical que ilustrou episódios do Clube Beretta 2000 (em particular aquele episódio denominado de lulas grelhadas, batatas cozidas). Dirse-à que o Y vem atrasado. Se não acreditam, efectuem no cabeçalho deste blogue, uma pesquisa... Hit it man!
"Mean Monsoon" - Dan Auerbach, do álbum "keep it hid" editado por nonesuch records, em Fevereiro de 2009.
Quarta-feira, 25 de Março de 2009
da sabedoria milenar chinesa
"To understand China you just need to know multiplication and division. Anything multiplied by 1.3 billion makes your successes seem overwhelming. Any achievement divided by 1.3 million seems insignificant."
Zheng Bijian - porta-voz principal do ministério dos negócios estrangeiros da república popular da china, 2006.
Domingo, 22 de Março de 2009
E AGORA PARA ALGO COMPLETAMENTE DIFERENTE
Jack Peñate - Tonight's Today, out on XL Recordings on 30 March 2009.
Quarta-feira, 18 de Março de 2009
UMA LIÇÃO PARA OS POLITICOS PORTUGUESES
In Publico.
Abel Mateus, ex-presidente da Autoridade da Concorrência, hoje a dar aulas na Universidade de Nova Iorque, afirma que a "lógica de fazer grandes projectos, porque vai gerar emprego, é uma lógica invertida".
O que pensa das análises que olham para Portugal como um dos países que ameaçam a integridade do euro?
Já há muitos sinais de problemas. O sinal muito claro foi dado pelas agências quando reduziram o rating da República Portuguesa, bem como de outros países do Sul da Europa e da Irlanda. O problema de restrição do financiamento externo é o mais importante e complicado da economia portuguesa, actualmente.
As estatísticas dão, para finais de 2008, 106 por cento de endividamento externo em relação ao PIB, a crescer entre oito a nove pontos percentuais do PIB ao ano. Isto altera radicalmente a situação como se analisa a economia portuguesa, porque já não se pode medir a evolução do bem-estar dos portugueses e do seu rendimento em termos do PIB.
Quando se diz que o PIB cresceu um ou 1,5 por cento, não é isso que cresce o rendimento dos portugueses, porque já temos de pagar muitos juros ao exterior. No período 2005-09, embora o crescimento médio do PIB tenha sido à volta de um por cento, em termos de rendimento nacional esteve estagnado.
O PIB deixou de ser um indicador adequado?
Deixou. Deve ser em função do rendimento, porque temos já uma taxa elevada de endividamento em relação ao exterior e pagamos muito mais juros ao exterior do que recebemos de aplicações.
Falta coragem aos políticos para olhar para esse problema?
Não sei. A Irlanda era um país que tinha crescimentos de 10 por cento ao ano, mas em termos de rendimento nacional era muito menor, porque muito desse crescimento era IDE e saía muito dinheiro por repatriação de lucros, mas eles estavam muito conscientes disso.
Portugal é um Estado falido?
Não. O que este indicador nos diz é que a evolução da economia está assente no endividamento. Se não houvesse esse endividamento não era possível atingir as taxas de investimento que temos atingido e nem era possível os níveis de consumo que temos. Para o futuro, ou se altera substancialmente o modelo ou vamos bater cada vez mais nesta restrição externa. Se está a subir oito por cento ao ano, passados 10 anos são mais 80 por cento em cima dos quase 110 por cento - que é a actual taxa de endividamento sobre o rendimento - que vamos atingir no final deste ano. Se batermos lá com a cabeça, vamos ter problemas sérios.
Somos um caso potencial islandês?
É muito diferente. A Islândia tinha, em 2006, um endividamento externo de 200 por cento do PIB, é um país pequeno, de 300 mil pessoas. Um dos grandes problemas é que esse endividamento foi resultado de uma série de bancos que se endividaram muito a comprar até cadeias de supermercado no estrangeiro e com investimentos de muito baixa rentabilidade. Uma das primeiras medidas da Islândia foi vender grande parte desses activos para reduzir a dívida. Não tem muito a ver com o que se está a passar com Portugal.
Como se mede, em termos concretos, esse risco de que fala?
O excesso de financiamento externo é devido ao facto de os agentes económicos, em particular as empresas e as famílias, estarem a um ritmo de endividamento elevado. E a origem de todas as crises financeiras é o sobreendividamento. É preciso visão suficiente para não chegar à situação em que se vai preencher o cheque mas não há lá dinheiro e não se pode levantar.
Esse é um problema para que, penso, não sou só eu, mas as agências de "rating", ao baixarem o "rating", se deve chamar a atenção.
Há também uma particularidade da economia portuguesa: olha-se para a dívida pública e diz-se que não é muito elevada, mas as empresas públicas financiam-se com crédito bancário e para muitos dos grandes projectos de investimento o Estado puxa as empresas através de project finance para obterem financiamentos bancários.
É dívida desorçamentada.
É preciso analisar o endividamento de toda a economia. Se eu passar a dívida de uns agentes para outros, isso não diminui a dívida.
Para si, o endividamento é o maior factor de preocupação?
A minha principal preocupação é que a economia se desenvolva, que se retome o crescimento em Portugal, e o problema é agravado por este endividamento.
Se crescermos nos próximos 10 anos ao mesmo ritmo que a UE - o que não tem acontecido -, a dois por cento ao ano, com estes níveis de crescimento de endividamento, a cada ano, estamos a comer meio ponto percentual ao PIB. Quer dizer que, daqui a 10 anos, estamos cinco pontos mais pobres do que a Europa e vamos regressar aos níveis com que entrámos para a CEE.
O que tem falhado?
Há um problema muito grave em Portugal nos últimos anos. Não há um documento estratégico, um pensamento estratégico. Há excelentes economistas portugueses, em universidades estrangeiras, que podiam colaborar para um documento desta natureza.
Os grandes projectos públicos de investimento não estimulam a economia?
Quando se constrói uma auto-estrada, um aeroporto, o que se pensa é que o benefício do projecto é todo o emprego e as matérias-primas que se empregam quando se vai construir. Ora, isto é o custo do projecto. Nenhum empresário vai fazer uma fábrica e dizer que o benefício de fazer a fábrica foi construí-la e colocar lá as máquinas.
O benefício do projecto de uma fábrica é o rendimento que essa fábrica depois vai gerar: vai vender e vai ter as suas receitas e os seus lucros. Esse rendimento líquido vai ter de pagar os custos. Esta lógica de fazer grandes projectos porque vai gerar emprego é uma lógica invertida. O que interessa é o rendimento adicional que se vai gerar em Portugal.
Não acredita no rendimento adicional do novo aeroporto?
É uma questão de bom senso. No novo aeroporto, coloco os custos de construção de um lado, do outro vejo se vou gerar rendimentos suficientes, porque há aqui um custo de oportunidade: esses recursos estão colocados no aeroporto, não caem do céu, e com esses recursos podia construir outras coisas, complexos turísticos, fábricas, escritórios etc.
Qual o rendimento gerado pelo novo aeroporto? O existente (Portela) está ainda longe de ter a capacidade totalmente utilizada. Se formos ao aeroporto de Heathrow, Londres, Chicago, há praticamente um avião a baixar de minuto a minuto e o movimento de Lisboa não tem qualquer comparação.
Uma professora do IST, que fez um estudo dos aeroportos europeus, concluiu que o aeroporto português podia aumentar a sua utilização à volta de 30 por cento se fosse eficientemente utilizado. Portanto, em primeiro lugar, temos de utilizar da melhor maneira possível o que temos. E daqui a quantos anos vai duplicar ou triplicar a procura dos serviços aeroportuários? Não sei, mas tenho muitas dúvidas.
Abel Mateus, ex-presidente da Autoridade da Concorrência, hoje a dar aulas na Universidade de Nova Iorque, afirma que a "lógica de fazer grandes projectos, porque vai gerar emprego, é uma lógica invertida".
O que pensa das análises que olham para Portugal como um dos países que ameaçam a integridade do euro?
Já há muitos sinais de problemas. O sinal muito claro foi dado pelas agências quando reduziram o rating da República Portuguesa, bem como de outros países do Sul da Europa e da Irlanda. O problema de restrição do financiamento externo é o mais importante e complicado da economia portuguesa, actualmente.
As estatísticas dão, para finais de 2008, 106 por cento de endividamento externo em relação ao PIB, a crescer entre oito a nove pontos percentuais do PIB ao ano. Isto altera radicalmente a situação como se analisa a economia portuguesa, porque já não se pode medir a evolução do bem-estar dos portugueses e do seu rendimento em termos do PIB.
Quando se diz que o PIB cresceu um ou 1,5 por cento, não é isso que cresce o rendimento dos portugueses, porque já temos de pagar muitos juros ao exterior. No período 2005-09, embora o crescimento médio do PIB tenha sido à volta de um por cento, em termos de rendimento nacional esteve estagnado.
O PIB deixou de ser um indicador adequado?
Deixou. Deve ser em função do rendimento, porque temos já uma taxa elevada de endividamento em relação ao exterior e pagamos muito mais juros ao exterior do que recebemos de aplicações.
Falta coragem aos políticos para olhar para esse problema?
Não sei. A Irlanda era um país que tinha crescimentos de 10 por cento ao ano, mas em termos de rendimento nacional era muito menor, porque muito desse crescimento era IDE e saía muito dinheiro por repatriação de lucros, mas eles estavam muito conscientes disso.
Portugal é um Estado falido?
Não. O que este indicador nos diz é que a evolução da economia está assente no endividamento. Se não houvesse esse endividamento não era possível atingir as taxas de investimento que temos atingido e nem era possível os níveis de consumo que temos. Para o futuro, ou se altera substancialmente o modelo ou vamos bater cada vez mais nesta restrição externa. Se está a subir oito por cento ao ano, passados 10 anos são mais 80 por cento em cima dos quase 110 por cento - que é a actual taxa de endividamento sobre o rendimento - que vamos atingir no final deste ano. Se batermos lá com a cabeça, vamos ter problemas sérios.
Somos um caso potencial islandês?
É muito diferente. A Islândia tinha, em 2006, um endividamento externo de 200 por cento do PIB, é um país pequeno, de 300 mil pessoas. Um dos grandes problemas é que esse endividamento foi resultado de uma série de bancos que se endividaram muito a comprar até cadeias de supermercado no estrangeiro e com investimentos de muito baixa rentabilidade. Uma das primeiras medidas da Islândia foi vender grande parte desses activos para reduzir a dívida. Não tem muito a ver com o que se está a passar com Portugal.
Como se mede, em termos concretos, esse risco de que fala?
O excesso de financiamento externo é devido ao facto de os agentes económicos, em particular as empresas e as famílias, estarem a um ritmo de endividamento elevado. E a origem de todas as crises financeiras é o sobreendividamento. É preciso visão suficiente para não chegar à situação em que se vai preencher o cheque mas não há lá dinheiro e não se pode levantar.
Esse é um problema para que, penso, não sou só eu, mas as agências de "rating", ao baixarem o "rating", se deve chamar a atenção.
Há também uma particularidade da economia portuguesa: olha-se para a dívida pública e diz-se que não é muito elevada, mas as empresas públicas financiam-se com crédito bancário e para muitos dos grandes projectos de investimento o Estado puxa as empresas através de project finance para obterem financiamentos bancários.
É dívida desorçamentada.
É preciso analisar o endividamento de toda a economia. Se eu passar a dívida de uns agentes para outros, isso não diminui a dívida.
Para si, o endividamento é o maior factor de preocupação?
A minha principal preocupação é que a economia se desenvolva, que se retome o crescimento em Portugal, e o problema é agravado por este endividamento.
Se crescermos nos próximos 10 anos ao mesmo ritmo que a UE - o que não tem acontecido -, a dois por cento ao ano, com estes níveis de crescimento de endividamento, a cada ano, estamos a comer meio ponto percentual ao PIB. Quer dizer que, daqui a 10 anos, estamos cinco pontos mais pobres do que a Europa e vamos regressar aos níveis com que entrámos para a CEE.
O que tem falhado?
Há um problema muito grave em Portugal nos últimos anos. Não há um documento estratégico, um pensamento estratégico. Há excelentes economistas portugueses, em universidades estrangeiras, que podiam colaborar para um documento desta natureza.
Os grandes projectos públicos de investimento não estimulam a economia?
Quando se constrói uma auto-estrada, um aeroporto, o que se pensa é que o benefício do projecto é todo o emprego e as matérias-primas que se empregam quando se vai construir. Ora, isto é o custo do projecto. Nenhum empresário vai fazer uma fábrica e dizer que o benefício de fazer a fábrica foi construí-la e colocar lá as máquinas.
O benefício do projecto de uma fábrica é o rendimento que essa fábrica depois vai gerar: vai vender e vai ter as suas receitas e os seus lucros. Esse rendimento líquido vai ter de pagar os custos. Esta lógica de fazer grandes projectos porque vai gerar emprego é uma lógica invertida. O que interessa é o rendimento adicional que se vai gerar em Portugal.
Não acredita no rendimento adicional do novo aeroporto?
É uma questão de bom senso. No novo aeroporto, coloco os custos de construção de um lado, do outro vejo se vou gerar rendimentos suficientes, porque há aqui um custo de oportunidade: esses recursos estão colocados no aeroporto, não caem do céu, e com esses recursos podia construir outras coisas, complexos turísticos, fábricas, escritórios etc.
Qual o rendimento gerado pelo novo aeroporto? O existente (Portela) está ainda longe de ter a capacidade totalmente utilizada. Se formos ao aeroporto de Heathrow, Londres, Chicago, há praticamente um avião a baixar de minuto a minuto e o movimento de Lisboa não tem qualquer comparação.
Uma professora do IST, que fez um estudo dos aeroportos europeus, concluiu que o aeroporto português podia aumentar a sua utilização à volta de 30 por cento se fosse eficientemente utilizado. Portanto, em primeiro lugar, temos de utilizar da melhor maneira possível o que temos. E daqui a quantos anos vai duplicar ou triplicar a procura dos serviços aeroportuários? Não sei, mas tenho muitas dúvidas.
Sábado, 14 de Março de 2009
SÓ PARA OS MAIS REVIVALISTAS
Em que eu não me incluo.
Esta semana dois dos maiores artistas de todos os tempos, há que reconhece-lo, foram noticia.
Paul McCartney conseguiu esgotar um concerto para 4.000 pessoas em Las Vegas em algo como uns significantes 7, isso mesmo sete, segundos.
Michael Jackson voltou ao mundo dos vivos para anunciar aqueles que seriam os últimos10 concertos da sua carreira, todos na arena O2 em Londres. Três dias mais tarde, as 10 datas tinham-se transformado em 50 e completamente esgotadas. Mais de um milhão de bilhetes vendidos...
Esta semana dois dos maiores artistas de todos os tempos, há que reconhece-lo, foram noticia.
Paul McCartney conseguiu esgotar um concerto para 4.000 pessoas em Las Vegas em algo como uns significantes 7, isso mesmo sete, segundos.
Michael Jackson voltou ao mundo dos vivos para anunciar aqueles que seriam os últimos10 concertos da sua carreira, todos na arena O2 em Londres. Três dias mais tarde, as 10 datas tinham-se transformado em 50 e completamente esgotadas. Mais de um milhão de bilhetes vendidos...
Terça-feira, 10 de Março de 2009
Quinta-feira, 26 de Fevereiro de 2009
cão de água português
Para mal dos nossos pecados, será um cão de água português. As filhas do casal Obama, aparentemente, fizeram a sua escolha e o pai cumprirá a sua promessa, comprando-lhes um cão de água português. E nos próximos tempos, não faltará tempo de antena para o facto. Inundarão as nossas casas com explicações, reportagens e ligações em directo com os correspondentes em Washington, eles próprios tornados especialistas de criação canina e respectivos cruzamentos, que dissertarão sobre os porquês e os comos desta bendita circunstância, que amacia como o mel o nosso sentido patriótico. Não tardará muito e a desorientação governativa, também se pronunciará exultada, sobre os benefícios que resultam para o prestígio nacional, do canídeo apanhador de sardinhas made in Portugal! Adivinho: daqui para a frente, será o Moose ou o Frank (as meninas Obama, ainda não se decidiram pelo nome do canídeo) e o Cristiano Ronaldo, o conjunto inspirador da pátria… Vai Boby! Apanha, apanha....
Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009
Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009
O CHIP
O 'chip' da polémica, afinal, não vai ser um 'chip', mas sim um pequeno aparelho que se coloca no pára-brisas do carro. Surpreso? É natural. É que a polémica acerca do novo instrumento de pagamento de portagens, agora criado pelo Governo, tem deixado muita informação prática por explicar. Para dar uma primeira ajuda, e ficar a saber tudo sobre o 'chip' - que não o é - o Diário Económico enviou várias questões práticas ao Ministério das Obras Públicas. Aqui ficam todas as respostas.
*1. QUEM VAI TER DE USAR O 'CHIP'?*
Todos os proprietários de veículos automóveis, reboques, motociclos e triciclos autorizados a circular em auto-estradas e vias equiparadas têm que instalar o Dispositivo Electrónico de Matrícula (DEM) nos respectivos carros.
*2. QUANTO VAIS CUSTAR?*
O DEM vai ser gratuito nos primeiros seis meses (o prazo conta a partir da entrada em vigor da Portaria, daqui a dois meses, mais ou menos). Depois, o preço irá de dez a 15 euros.
*3. QUANDO ENTRA EM FUNCIONAMENTO?*
Entra em funcionamento após a publicação da Portaria Regulamentar. Na prática, é dado um ano para a adaptação de todos os carros, sendo que só nos primeiros seis meses o dispositivo será gratuito.
*4. QUEM O INSTALARÁ NOS CARROS?*
Os proprietários ou respectivos titulares, no caso dos carros em circulação (à semelhança do que acontece com a Via Verde). No caso de carros novos, a responsabilidade é dos representantes oficiais das marcas (quer isto dizer que um carro novo já traz o DEM).
*5. QUE PENALIZAÇÕES ESTÃO PREVISTAS NA LEI?*
A não existência do DEM na viatura, a partir do momento em que se torne obrigatório (um ano após a entrada em vigor da Portaria Regulamentar), equivale para efeitos do Código da Estrada à ausência da chapa de matrícula - com multas de 600 a 3000 euros.
*6. COMO FUNCIONA? É COMO A VIA VERDE?*
O DEM é um identificador electrónico que adopta um formato e uma tecnologia em tudo semelhantes ao conhecido identificador Via Verde. Os princípios de funcionamento são em tudo semelhantes aos princípios de cobrança electrónica através da Via Verde, mas adoptando um conjunto de regras suplementares que garantem o anonimato do utente, se este assim o entender.
*7. SERVE NAS PORTAGENS NORMAIS?*
Sim. Com este dispositivo poderão pagar-se todas as portagens, recorrendo à via reservada à cobrança electrónica.
*8. QUEM FISCALIZARÁ A UTILIZAÇÃO?*
As autoridades policiais fiscalizarão, nos termos do Código da Estrada, a instalação do aparelho nos carros. Nas inspecções periódicas, os Centros de Inspecção Técnica de Veículos controlarão o funcionamento técnico do aparelho.
*9. QUEM VAI FAZER O 'CHIP'?*
Os DEM serão produzidos pelas entidades que já fazem os dispositivos da Via Verde e similares. Não está excluída a possibilidade de produção nacional do DEM.
*10. E QUEM, E ONDE, SE COMERCIALIZA?*
Será distribuído pelas entidades de cobrança de portagem (tipo Via Verde) e pelos CTT no caso dos carros em circulação. No caso de automóveis novos serão os representantes oficiais das marcas a adquiri-los.
*11. OS QUE JÁ TÊM VIA VERDE TAMBÉM SÃO OBRIGADOS A INSTALAR UM ' CHIP '?*
Se o titular do contrato Via Verde não se opuser, o seu identificador será convertido automaticamente em dispositivo electrónico de matrícula.
*12. AS AUTO-ESTRADAS DEIXAM DE TER PORTAGEIROS?*
As auto-estradas continuarão a ter portageiros como até aqui.
*1. QUEM VAI TER DE USAR O 'CHIP'?*
Todos os proprietários de veículos automóveis, reboques, motociclos e triciclos autorizados a circular em auto-estradas e vias equiparadas têm que instalar o Dispositivo Electrónico de Matrícula (DEM) nos respectivos carros.
*2. QUANTO VAIS CUSTAR?*
O DEM vai ser gratuito nos primeiros seis meses (o prazo conta a partir da entrada em vigor da Portaria, daqui a dois meses, mais ou menos). Depois, o preço irá de dez a 15 euros.
*3. QUANDO ENTRA EM FUNCIONAMENTO?*
Entra em funcionamento após a publicação da Portaria Regulamentar. Na prática, é dado um ano para a adaptação de todos os carros, sendo que só nos primeiros seis meses o dispositivo será gratuito.
*4. QUEM O INSTALARÁ NOS CARROS?*
Os proprietários ou respectivos titulares, no caso dos carros em circulação (à semelhança do que acontece com a Via Verde). No caso de carros novos, a responsabilidade é dos representantes oficiais das marcas (quer isto dizer que um carro novo já traz o DEM).
*5. QUE PENALIZAÇÕES ESTÃO PREVISTAS NA LEI?*
A não existência do DEM na viatura, a partir do momento em que se torne obrigatório (um ano após a entrada em vigor da Portaria Regulamentar), equivale para efeitos do Código da Estrada à ausência da chapa de matrícula - com multas de 600 a 3000 euros.
*6. COMO FUNCIONA? É COMO A VIA VERDE?*
O DEM é um identificador electrónico que adopta um formato e uma tecnologia em tudo semelhantes ao conhecido identificador Via Verde. Os princípios de funcionamento são em tudo semelhantes aos princípios de cobrança electrónica através da Via Verde, mas adoptando um conjunto de regras suplementares que garantem o anonimato do utente, se este assim o entender.
*7. SERVE NAS PORTAGENS NORMAIS?*
Sim. Com este dispositivo poderão pagar-se todas as portagens, recorrendo à via reservada à cobrança electrónica.
*8. QUEM FISCALIZARÁ A UTILIZAÇÃO?*
As autoridades policiais fiscalizarão, nos termos do Código da Estrada, a instalação do aparelho nos carros. Nas inspecções periódicas, os Centros de Inspecção Técnica de Veículos controlarão o funcionamento técnico do aparelho.
*9. QUEM VAI FAZER O 'CHIP'?*
Os DEM serão produzidos pelas entidades que já fazem os dispositivos da Via Verde e similares. Não está excluída a possibilidade de produção nacional do DEM.
*10. E QUEM, E ONDE, SE COMERCIALIZA?*
Será distribuído pelas entidades de cobrança de portagem (tipo Via Verde) e pelos CTT no caso dos carros em circulação. No caso de automóveis novos serão os representantes oficiais das marcas a adquiri-los.
*11. OS QUE JÁ TÊM VIA VERDE TAMBÉM SÃO OBRIGADOS A INSTALAR UM ' CHIP '?*
Se o titular do contrato Via Verde não se opuser, o seu identificador será convertido automaticamente em dispositivo electrónico de matrícula.
*12. AS AUTO-ESTRADAS DEIXAM DE TER PORTAGEIROS?*
As auto-estradas continuarão a ter portageiros como até aqui.
Sábado, 21 de Fevereiro de 2009
GLOBALIZAÇÃO?
45 futebolistas portugueses actuam no campeonato do Chipre.
Os portugueses representam 13,2 por cento do total (340) de jogadores inscritos no campeonato.
12 das 14 equipas que disputam o campeonato têm jogadores portugueses.
Os portugueses representam 13,2 por cento do total (340) de jogadores inscritos no campeonato.
12 das 14 equipas que disputam o campeonato têm jogadores portugueses.
Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009
Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009
BRIT AWARDS 2009
"Duffy was presented the BRIT Award for the best british album for her debut album Rockferry by fellow countryman Welsh musical legend Tom Jones.
Rockferry was named the British album of the year over Coldplay’s ‘Viva La Vida or Death and All His Friends’, The Ting Tings’ ‘We Started Nothing’, Elbow’s ‘The Seldom Seen Kid’ and Radiohead’s ‘In Rainbows’".
Curiosamente todas estas bandas já passaram pelo FeiraFranca recentemente.
Terça-feira, 17 de Fevereiro de 2009
WHICH STAGE? MINE
Segundo single do novo álbum de Lily Allen 'It's Not Me, It's You', editado no passado dia 9 de Fevereiro.
Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009
we all should listen to
M. Ward "requiem" do álbum "post-war" editado por 4AD na europa em Agosto de 2006. Vídeo realizado por Santi G. Aguado, cinematografado por Jose Luis Pulido.
Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009
Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009
TENTATIVA
Diz a imprensa que nos bastidores dos recentes Grammys, Paris Hilton dirigiu-se a Sir Paul McCartney e convidou-o a gravar um dueto com ela.
Os relatos referem que Sir Paul achou bastante piada ao convite e disse-lhe que tinha que verificar a sua agenda.
Ninguém pode acusar a "piquena" de nao ter tentado.
Os relatos referem que Sir Paul achou bastante piada ao convite e disse-lhe que tinha que verificar a sua agenda.
Ninguém pode acusar a "piquena" de nao ter tentado.
Subscrever:
Mensagens (Atom)






